A Administração Pública é contra Mídias Sociais?

Não é, pelo contrário, muitos defendem como o meio pelo qual o Estado conseguirá atingir com mais eficiência e economicidade (outro princípio) atender o seu principal papel: prestação de contas à população.

O grande embate é justamente romper a mentalidade de muitos servidores avesso à novidades, apesar de um número muito grande de profissionais mais novos e cheio de empolgação em querer mostrar serviço, há infelizmente uma parte antiga, que determinaram a imagem burocrática que pulula o imaginário da população.
Obviamente, não se pretende utilizar todos os tipos de Mídias Sociais, mas alguns, sim, encaixam-se perfeitamente.

Sabemos que a grande preocupação da maioria dos órgãos é a superexposição institucional, a perda do controle do fluxo de informações internas, a dispersão dos profissionais em contato com essas ferramentas e principalmente, a vulnerabilidade de entrada de hackers e vírus, podendo afetar toda estrutura de arquivos de rede.

Afinal, como conciliar a lei, a mentalidade e a estrutura de informática?
Não se pode fingir que esta revolução da democratização da informação não exista. Não se pode dentro do ambiente administrativo encarar com “modismo” ou entretenimento que nada se enquadra no ambiente sério e formal do Estado.

Mas também não se pode achar simplesmente, que o agente público é o dono de uma empresa, que pode fazê-lo quando bem entender. Por trás há todo um processo que, infelizmente, dá morosidade ao andamento das atividades.
O certo seria o Estado (Não o governo, que sempre muda) criar uma estrutura similar às mídias existentes. Canais de vídeos, postcasting, mensagens instantâneas, blogs corporativos, mini-blogs e site de relacionamentos. É utopia se criar esse tipo de plataforma, tanto pelo interesse de governo ante a esse projeto, assim como criar uma estrutura muito grande de informática para dar suporte. Exigiria muito tempo, dinheiro e profissionais.

Ou se cria diretrizes para que cada órgão de forma independente usar ou não as mídias sociais. Ao usar busca a sua realização dentro desses parâmetros estabelecidos (Não sei se Secretaria de Comunicação do atual governo já faz isso, pois eu desconheço).
O que não se pode é agir de forma indiferente. É de grande utilidade para o próprio Estado se fazer usar.

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